sábado, 14 de março de 2009

Deficiência Mental



A deficiência mental é definida como um problema estrutural no cérebro que altera o rendimento intelectual de um indivíduo, ou seja, o seu nível de conhecimento é prejudicado já que seu QI (quociente de inteligência) está abaixo do valor considerado padrão pelos testes psicométricos e por dosagens cognitivas. Tal problema é divido por níveis que caracterizam o indivíduo de acordo com suas dificuldades: Bordeline: Pessoas que se enquadram nesse nível do distúrbio possuem QI variando entre 68 e 85. Apresentam dificuldades em aprender e a lidar com outras pessoas. Ligeiro: Pessoas que se enquadram nesse nível possuem QI variando entre 52 e 67. Apresentam dificuldades culturais, familiares e ambientais. Moderado: Pessoas que se enquadram nesse nível possuem QI variando entre 36 e 51. Apresentam dificuldades em falar e a se adaptar a padrões impostos pela sociedade. Severo: Pessoas que se enquadram nesse nível possuem QI variando entre 20 e 35. Apresentam problemas psicomotores e dificuldades em se expressar utilizando a fala. Profundo: Pessoas que se enquadram nesse nível possuem QI menor que 20. Apresentam problemas sociomotores, de comunicação, dificuldade em realizar atividades e de receber estímulos. A partir da classificação do problema é necessário aplicar métodos de auxílio às áreas em que o indivíduo apresenta dificuldade. Normalmente esses são atendidos por equipes médicas compostas por fisioterapeutas, psicólogos, médicos e fonoaudiólogos. Apesar de muito confundida com doença mental, a deficiência mental se difere grandemente desse outro problema, pois não afeta as demais funções do organismo e nem sua percepção de mundo e de si mesmo.
Por Gabriela CabralEquipe Brasil Escola

O que é deficiência mental






A deficiência intelectual ou mental é conhecida por problemas com origem no cérebro e que causam baixa produção de conhecimento, dificuldade de aprendizagem e um baixo nível intelectual. Entre as causas mais comuns deste transtorno estão os fatores de ordem genética, as complicações ocorridas ao longo da gestação ou durante o parto e as pós-natais. O grande enigma que se coloca diante dos pesquisadores é como detectar ainda na vida dentro do útero estas características.
Embora seja possível identificar a maior parte dos casos de deficiência mental na infância, infelizmente este distúrbio só é percebido em muitas crianças quando elas começam a freqüentar a escola. Isso acontece porque esta patologia é encontrada em vários graus, desde os mais leves, passando pelos moderados, até os mais graves. Nos casos mais sutis, os testes de inteligência direcionados para os pequenos não são nada confiáveis, torna-se então difícil detectar esse problema. Nos centros educacionais as exigências intelectuais aumentam e aí a deficiência mental torna-se mais explícita.
Um mito em torno da Deficiência Mental, e isso influi no diagnóstico, é acreditar que a criança com este problema tem a aparência física diferente das outras. Como foi dito acima, as de grau mais leve não aparentam ser deficientes, assim não se deve esperar encontrar este sinal clínico para caracterizar a pessoa com necessidades especiais. Pode-se encontrar uma exceção nos que acusam um distúrbio mais grave e severo, assim como na Síndrome de Down, que apresentam em comum fisionomias semelhantes.
Como a deficiência mental está entre as síndromes consideradas anormais, é importante definir o que é normal para os especialistas, quais referências eles adotam para estabelecer se uma criança possuiu alguma deficiência. O fator mais associado à idéia de normalidade é a capacidade da criança de se adequar ao objeto ou ao seu universo. Mas geralmente este distúrbio psíquico é considerado como uma condição relativa da mente, comparada com as outras pessoas de uma mesma sociedade.
O tratamento deve incluir o acompanhamento simultâneo do médico, do fisioterapeuta, da terapia ocupacional, do fonoaudiólogo, do psicólogo, do pedagogo, entre outros. Assim, é possível amenizar as conseqüências deste problema. O diagnóstico precoce também é fundamental para oferecer à criança uma melhor qualidade de vida e resultados mais eficientes – estas técnicas de detecção prematura, realizadas por vários profissionais ligados aos campos da reabilitação e da puericultura, ramo da medicina que ensina a criar e a desenvolver moral e fisicamente as crianças, são conhecidas como Avaliação do Desenvolvimento e Estimulação Precoce.
Como a criança tem suas funções intelectuais comprometidas, ela pode também ter dificuldades em seu desenvolvimento e no seu comportamento, principalmente no aspecto da adequação ao contexto a que pertence, mas igualmente nas esferas da comunicação, do cuidado consigo mesma, dos talentos sociais, da interação familiar, da saúde, na segurança, no desempenho acadêmico, no lazer e no campo profissional. A deficiência intelectual manifesta-se no paciente sempre no estágio anterior aos dezoito anos de idade. Assim fica claro que, ao contrário da Demência, a Deficiência Mental se caracteriza pelos transtornos no desenvolvimento, não por degenerações cognitivas.É importante não confundir Deficiência Mental ou Intelectual com Doença Mental. A pessoa com necessidades especiais mantém a percepção de si mesmo e da realidade que a cerca, sendo capaz de tomar decisões importantes sobre sua vida. Já o doente mental tem seu discernimento comprometido, caracterizando um estado da mente completamente diferente da deficiência mental, embora 20 a 30% dos deficientes manifestem algum tipo de ligação com qualquer espécie de doença mental, tais como a síndrome do pânico, depressão, esquizofrenia, entre outras. As doenças mentais atingem o comportamento das pessoas, pois lesam outras áreas cerebrais, não a inteligência, mas o poder de concentração e o humor.

Texto de Ana Lucia Santana, adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis.

domingo, 1 de março de 2009

Fonoaudiologia(Fúlvia Binda - fonoaudióloga)


AS PERTURBAÇÕES DA LINGUAGEM NA CRIANÇA

Atraso de Desenvolvimento da Linguagem (ADL): Uma criança portadora de um ADL evolui em todos os estádios fundamentais do desenvolvimento lingüístico, tanto no uso como na compreensão da linguagem, mas com algum atraso comparativamente às outras crianças com a mesma idade. Disfasia / Afasia de Desenvolvimento / Perturbação Específica da Linguagem (PEL): Uma criança portadora de uma PEL não evolui em todos os estádios fundamentais do desenvolvimento lingüístico, geralmente tanto no uso como na compreensão da linguagem. Pelo contrário, a criança utiliza as suas próprias regras e consequentemente, deixa de ser compreendida pelos que a rodeiam. Dificuldades de Aprendizagem:Constituem dificuldades que se observam nas crianças em idade escolar que se encontram num processo de aprendizagem. Estas podem traduzir-se em dificuldades de leitura e escrita (respectivamente dislexia e disgrafia), etc..

PERTURBAÇÕES DA LINGUAGEM NO ADULTO

Afasia:Caracteriza-se pela perda (total ou parcial) ou pela desorganização lingüísticas, como conseqüência de um acidente vascular ou de uma lesão. As dificuldades manifestam-se na expressão e/ou na compreensão da linguagem oral (por exemplo anomia, etc.) ou escrita (por exemplo, dis/alexia, dis/agrafia, etc.). As Perturbações Cognitivo-Linguísticas: São observáveis em indivíduos que tenham sofrido um traumatismo craniano ou qualquer outro choque cerebral. As dificuldades mais freqüentes incidem na memória, na atenção, no léxico, na orientação, na adaptação ao meio e no tratamento assim como na análise de informações orais e/ou escritas.
PERTURBAÇÕES DA FALA

Perturbações Articulatórias: Estas perturbações consistem numa desorganização da fala resultante de um uso sistemático incorreto dos órgãos envolvidos na produção dos fonemas (lábios, língua, véu palatino, etc.). Estas alterações manifestam-se em substituições, omissões e deformações de fonemas, bem como em simplificações de grupos consonânticos. Disartria:A disartria é uma perturbação da fala caracterizada por uma descoordenação entre a respiração, a articulação, o vozeamento, a ressonância e a entoação e que surge como conseqüência de um déficit neuro-muscular. Apraxia:A apraxia manifesta-se pela dificuldade em executar os movimentos necessários para a produção intencional da fala ou pela dificuldade em executar ordens. Gagueira:A gagueira consiste numa perturbação da fala que afeta o ritmo, a velocidade e a prosódia (a melodia) da fala. Manifesta-se pela dificuldade em iniciar a fonação (bloqueio), pela repetição de um som, de sílabas ou de palavras, pelo prolongamento de sons ou ainda através de elisões.Disfonia (Perturbação Vocal):A disfonia é uma perturbação relacionada com a altura, a intensidade e/ou a qualidade da voz. Em função da causa (por exemplo, nódulo, pólipo, etc. ), a disfonia no adulto e na criança pode levar à ausência total de voz (afonia), à rouquidão, a uma altura tonal demasiado grave ou aguda, com desvozeamentos, etc.. Principais causas das perturbações da linguagem e da fala:- perturbações auditivas;- paralisias centrais;- perturbações centrais;- perturbações neurológicas;- lesões cerebrais (TCE, etc.);- acidentes vasculares cerebrais;- perturbações amnésicas (da memória);- perturbações da atenção;- malformações dos órgãos da fala;- mau uso e abuso vocal;- perturbações emocionais;- fatores do meio ambiente.
O QUE É UM TERAPEUTA DA FALA?

(Departamento de Recursos Humanos, Ministério da Saúde/89): Avalia, diagnostica e trata alterações da comunicação humana (problemas de voz, de articulação, de fluência e de linguagem) de etiologia variada, em crianças e adultos, competindo-lhe, igualmente, atuar a nível da prevenção dessas alterações.

O QUE É UM LINGÜISTA? É o profissional que se dedica ao estudo dos fatos da linguagem (origem, evolução e estrutura), bem como ao estudo histórico e comparativo das línguas.

O QUE É UM FONOAUDIÓLOGO?FONOAUDIÓLOGO é o profissional com graduação plena em FONOAUDIOLOGIA, que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia fonoaudiológicas na área de Comunicação Oral e Escrita, Voz, e Audição, bem como em aperfeiçoamento dos padrões de Fala e da Voz.(Lei 6965/81).

AREAS DE ATUAÇÃO DO FONOAUDIÓLOGOAudiologia: realiza exames audiológicos para verificar a audição dos pacientes; selecionar e adaptar aparelhos de surdez e habilitar ou reabilitar deficientes auditivos. Uma pessoa pode desconfiar de alguma doença auditiva ao avaliar a capacidade de audição. Baixa audição é sinal de que algo está errado e deve ser verificado junto a um especialista que pode ser o fonoaudiólogo. E a avaliação deve ser feita ainda no bebê. Desde o quinto mês de gestação, os bebês já são capazes de reconhecer a voz da mãe.Linguagem: reconhece problemas relacionados ao aprendizado da língua, habilita crianças com atraso ou deficiência de linguagem ou pacientes que adquiriram a linguagem mas a perderam por algum motivo, como derrame cerebral, por exemplo. Os problemas de linguagem podem se manifestar de forma variada como retardo na emissão das primeiras palavras, deficiência na formação de frases; omissões e acréscimos de sons na fala; troca de fonemas; gagueira, entre outros. Após reconhecer o problema, o fonoaudiólogo deve corrigir as disfunções, através de estimulação de acordo com o caso.Motricidade oral: é a área que se concentra na musculatura da face, boca e língua. O fonoaudiólogo soluciona problemas relacionados à sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala. Pode auxiliar quem posiciona a língua de modo errado ou engole alimentos de forma incorreta, de modo a contribuir para o mau alinhamento dentário. Também pode facilitar a respiração nasal de quem respira pela boca.Voz: o fonoaudiólogo que atua nessa área pode não só prevenir os distúrbios da voz como aperfeiçoá-la. A voz é produzida nas pregas ou cordas vocais, passando pelas cavidades oral e nasal e faringe, que funcionam como amplificadores naturais. Quando se torna áspera, muito rouca ou de difícil emissão, é sinal de que pode estar sendo afetada por algum problema que deve ser diagnosticado. O fonoaudiólogo também pode trabalhar com idosos, ensinando exercícios para estimular e tonificar a musculatura facial, as qualidades da voz e o uso adequado da respiração. Além de fornecer técnicas que proporcionam o uso correto da postura, respiração e impostação vocal a quem trabalha na área de telemarketing e em meios de comunicação oral.

O QUE É DISFAGIA?Alteração do processo da deglutição que envolve a participação de diferentes nervos, músculos e estruturas, comandados pelo sistema nervoso. Deglutir é o ato de introduzir o alimento na boca e leva-lo até o estômago . os sinais e sintomas mais comuns são: engasgos, tosse, aspiração, dispnéia, perda de peso, refluxo gastroesofágico, entre outros.

O QUE É ASPIRAÇÃO?É quando o alimento que foi introduzido na boca, em vez de seguir seu caminho correto, entra na via aeria ( via respiratória), traquéia e até pulmão.

QUAIS AS CAUSAS MAIS COMUNIS DA DISFAGIA?Câncer localizado na região da cabeça e do pescoço, AVC (derrame), traumatismos cranio encefálicos, e outras doenças neurológicas da infância e do adulto, doenças gástricas do recém nascido, criança ou adulto. Com o avanço da idade também põem ser observadas dificuldades no processo da deglutição. Alguns medicamentos por seus efeitos na salivação, na motilidade dos músculos podem dificultar a deglutição.

PROBLEMAS NA DEGLUTIÇÃO PODE OCASIONAR PNEUMONIA?Sim. A chamada pneumonia aspirativa é quando o material que permanece no pulmão leva ao aparecimento de infecções. As pneumonias aspirativas devem ser tratadas pelo médico e, muitas vezes, neste momento , deve ser suspensa a alimentação via oral ( pela boca), causadora da pneumonia.

COMO É TRATADA A DISFAGIA?O tratamento depende do grau de comprometimento e do tipo de disfagia ( existem vários: disfagia preparatória oral, disfagia oral, disfagia faríngea e disfagia esofágica). Vários profissionais estão envolvidos neste tratamento: fonoaudiólogos, neurologistas, pediatras, otorrinolaringologistas, gastroenterologistas, pneumologistas, cirurgiões de cabeça e pescoço, oncologistas, radioterapeutas, dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos,e terapeutas ocupacionais.

COMO A FONOAUDIOLOGIA TRATA A DISFAGIA?Primeiro, o fonoaudiólogo deve realizar uma avalliação detalhada da deglutição, solicitando quando necessário, a realização de exames complementares ( videofluoroscopia e nasofibroscopia da deglutição). Após a avaliaçao clinica e complementar é possível planejar o tratamento fonoaudiológico, o chamado gerenciamento dos distúrbios da deglutição e da alimentação via oral, que pode ser feito pela orientação de exercícios, manobras facilitadoras e de proteção das vias respiratórias.

História do movimento da escola inclusiva - De onde veio a proposta da escola inclusiva?


ADAPTAÇAO do texto da Profa. Dra Leny Magalhães MrechFaculdade de Educação da Universidade de São PauloMatéria enviada por Marina S. Rodrigues AlmeidaPsicóloga e PsicopedagogaOs quatro eixos básicos que constituíram o Paradigma da Inclusão partiram do entroncamento de quatro fontes básicas: a emergência da Psicanálise ; a luta pelos Direitos Humanos, a Pedagogia Institucional e o movimento de Desinstitucionalização Manicomial ou Antipsiquiatria.Foram estes desencadeadores que delinearam um problema social, um problema público - a questão da inclusão social - que vem tomando forma e exigindo novas práticas educacionais e sociais.As contribuições de Sigmund Freud e Jacques Lacan , trouxeram uma nova forma de se conceber os seres humanos: a importância da linguagem, do inconsciente e da sexualidade nos processos de constituição dos sujeitos.Através dos ensinamentos de Freud e Lacan foi possível identificar que havia em relação à sociedade e aos sujeitos uma leitura ingênua do mundo. Uma crença na intencionalidade direta e linear das ações dos sujeitos e da sociedade.Freud revelou que o sujeito e a sociedade podem ir contra si mesmo. Os sujeitos não criam apenas através das suas ações, o que chamou de pulsão de vida. Eles podem também se destruir ou destruir ao outro, um processo bastante sofisticado que Freud denominou de pulsão de morte.Com isto foi tornando-se cada vez mais evidente que a sexualidade, a inteligência e a afetividade dos seres humanos não eram apenas produtos já dados, mas construções sociais e individuais. Para Freud e Lacan a ênfase estava nas relações e não em processos biológicos previamente concebidos e estruturados. Um exemplo é a questão atualíssima da violência nas escolas, vem revelando que não basta lidar apenas com o cognitivo, nós precisamos também trabalhar com a afetividade dos alunos, existe um desamparo familiar, social, político, ético, moral etc... encobrindo essa violência manifesta.Mais tarde, a luta pelos Direitos Humanos veio ampliar ainda mais esta proposta. Ela delineou uma outra passagem que é a luta pelos direitos políticos. De 1964 a 1968, no meio universitário e fora dele, emergiu, no mundo todo, a defesa pelos Direitos Humanos aplicados a todos os sujeitos. Independente do fato de se pertencer a uma dada raça, cor, religião, situação financeira, etc. O objetivo é que todos os sujeitos tivessem acesso e direito garantido aos mesmos parâmetros de ingresso nos processos sociais e educativos.A luta pela Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948, veio revelar o papel estratégico que a Educação vem ocupando na manutenção, ao longo de décadas, de processos estigmatizadores.Em decorrência, não foi ao acaso que emergiu, na França, na década de 60, a Pedagogia Institucional ou Pedagogia revolucionária, aquela cujas raízes se encontram no movimento frenetiano e no grupo dos Situacionistas Internacionais que, desencadearam no mundo todo, uma nova forma de ver a cultura e a Educação. Esse conceito situacionista, revela a importância de não mais focalizarmos o sujeito isoladamente. É preciso que se identifique também o contexto social - a situação ou ambiência - onde sujeito se encontra colocado.O movimento mais transformador da cultura na década de 60 e 70, foi o Movimento de Desinstitucionalização Manicomial, ou seja, da quebra das cadeias manicomiais, como lugares de atendimento e tratamento excludentes dos doentes mentais.Os movimentos de Desintitucionalização e Antipsiquiatria propiciaram novas luzes aos processos de atendimento e tratamento dos doentes mentais. Eles revelaram a importância de situações saudáveis para o bom andamento dos sujeitos. Situações onde os doentes mentais não ficassem excluídos dos ambientes comuns, mas fosse dado o direito de participar de uma forma mais ampla e digna dos contextos sociais comuns.Acreditamos que os conteúdos que atualmente surgiram em Educação Inclusiva não sejam referidos apenas ao momento presente. Revelam a existência de um problema social maior, um problema público, em relação à maneira como os deficientes têm sido tratados ao longo da história da nossa civilização.

A Escolha da Escola





A procura por uma escola adequada deve levar em conta uma série de fatores; primeiramente de acordo com o quadro da criança, você deve ver se é melhor para ela uma escola normal (a chamada educação inclusiva) ou uma escola especial adequada a síndrome da criança. Para esta decisão é preciso examinar com calma se a escola normal têm as condições para atender bem seu filho(a), se os educadores da escola estão concientes e preparados (não basta aceitar a criança, não se trata disto, é preciso que possam ajudá-lo a desenvolver-se). As outras crianças costumam lidar melhor com este assunto que os adultos, elas auxiliam em muito o desenvolvimento do amiguinho e geralmente o recebem de coração. Naturalmente se adaptam sem problemas. São os adultos que costumam complicar, criam métodos isto, métodos aquilo, mas as crianças de um modo geral levam mais progresso ao amigo especial que todos estes métodos juntos. Se você já procurou por educação inclusiva, deve ter levado muitos sustos e choques também. Teoricamente toda a escola deveria "aceitar" a criança, sem discriminá-la, é lei, mas não é isto que acontece. Na prática por mais bem arrumado e bonito que seu filho esteja muitas vão discriminá-lo.Prepare-se.A mediocridade é tanta que chegarão a lhe dizer frases do tipo: "Eu gostaria muito mas não estamos preparados para esta criança; Como vou misturá-los aos outros? Por mim eu matricularia, mas os outros pais não irão concordar!" e por aí a fora. Não se incomode, estas pessoas estão educadoras mas não são educadoras. Realmente elas não servem para nossos filhos (creio que para ninguém). Se por fim, você conseguir uma escola normal que vai trabalhar bem com seu filho, parabéns (merecerá o Nobel de pesquisa!).

Escola Especial

Em se tratando de escola especial é bom lembrar que as turmas são pequenas (geralmente 5 ou 6 alunos) e as aulas são dadas por professoras especializadas. O atendimento é individual e a criança é trabalhada de forma a superar suas dificuldades. A experiência da equipe em lidar com os problemas comuns aos especiais ajudam muito a criança e a família. Quando ler as placas ou folhetos da escola e ver: psicomotricidade, fisioterapia, musicoterapia, fonoaudiologia etc, não se iluda! Apesar do alto valor das mensalidades, nada, mas nada disto, está incluso, estes trabalhos serão cobrados a parte e será preciso ver se vale a pena trocar a equipe que o atende pela da escola, você decide. Quem assistiu ao filme Prisioneiro do Silêncio, deve ter ficado impressionado com a preocupação do Estado nos EUA em por o garoto numa escola especial, eles literalmente forçam a mãe, aqui no Brasil não tem disto! O custo de uma escola de educação especial é alto e nenhuma destas fundações que você vê na TV (Fundação Abrinq, Fundação pelos Direitos da Criança etc) irão ajudar.Elas só trabalham com crianças carentes (penso que em breve será preciso importar pobres pois o que tem de fundação para eles) nossos filhos não estão inclusos.Se pensou em Direitos Humanos enganou-se novamente, a organização dos "Direitos Humanos" só atua no judiciário. Em São Paulo, a Secretaria Municipal de Educação é que responde pela educação especial.Você pode procurar o coordenador da sua região (norte, sul leste e oeste) e solicitar uma bolsa em uma das instituições conveniadas. Para isto deverá levar o laudo da criança e escolher uma escola da lista que vão lhe dar.Em outras cidades eu não sei como funciona. Sei que em Porto Alegre é super normal o estado custear uma escola especial (e boa) sem maiores problemas. Em todos os casos, boa sorte, com certeza você vai precisar!

Lucy Santos